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Dia 26/01/2026 a banda Living Color inunda o palco do Bar Opinião em Porto Alegre – RS

Por: Dênis Lapuente


Fotos por Indy Lopes


Dia 26/01/2026 a banda Living Color inunda o palco do Bar Opinião em Porto Alegre – RS, da Tour de 40 anos de banda, com sua presença imponente e lendária presenteando os fãs ansiosos pelo seu retorno de sua última passagem pelo país em 2024.


Imediatamente o público entra em êxtase com a trilha de abertura, sendo a trilha sonora de STAR WARS: O IMPÉRIO CONTRA-ATACA, e a atmosfera num misto de nostalgia e reverência aos mestres. A banda entregou uma apresentação impecável. A habilidade dos músicos aparentemente não degradou em nada com o tempo.

O Living Color tem uma importância pro cenário musical, mas muito também para o cenário Social, sendo uma banda de músicos Negros e com letras que abordam temas políticos e sociais, como o racismo. Ganharam uma evidência mundial com o lançamento de seu álbum debut “Vivid (1988), e com o apoio do padrinho Mick Jagger, as críticas positivas se tornaram muito mais evidentes.


O show em Porto Alegre foi uma aula de como fazer e executar boa música, mas sou obrigado a fazer uma crítica de cunho pessoa que percebi que é compartilhada por muitos que foram assistir o espetáculo. Notoriamente (com exceção do resto da banda) o vocalista Corey Glover estava com um semblante de indiferença com a interação do público, com pouca interação ou agradecimentos. Como estivesse “suportando” o show, aguando pelo seu fim. Podemos ter várias interpretações do ocorrido: banda de músicos de idade já avançada e o cansaço de uma tour poderia ser a responsável, mas infelizmente quando você se torna uma pessoa pública e necessita do retorno do público para continuar produzindo e sustentando um trabalho, isso se torna irrelevante.


Outra coisa que assim como em outros shows de bandas consagradas que tenho notado, é os valores de ingresso extremamente caros! Claro, para uma boa produção e respaldo a todos os envolvidos, requerem investimentos, mas mesmo assim isso distância o fã de baixa renda que também gostaria de conhecer o trabalho de seus ídolos presencialmente. Daí acontece o que geralmente presencio nos eventos que vou: Público majoritariamente branco, claramente de classe média pra cima, e geralmente homens. Não me entendam mal, não ligo se tu tens grana pra gastar R$: 500,00 ou mais em uma noite de show: comprando merchandising, consumindo na casa e divulgando bandas de importância como Living Color. Mas meu ponto é: deveria haver um equilíbrio ou estratégias de cunho social, para tornar acessível para todos, esses espetáculos que uma minoria abastada financeiramente tem o privilégio de ter seus desejos nostálgicos saciados. E muitas vezes sem entender importâncias como: identidade, crítica político-social, antirracismo e ideia de coletividade.


Show foi fantástico, mas acredito que temos muito a ajustar para uma experiência que corresponda expectativas de quem enxerga um show não só como um evento, mas como uma recompensa.

 
 
 

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